
Marcos Damigo estudou na Escola de Arte Dramática/ECA/USP nos anos 1990 e, desde então, já realizou mais de 30 trabalhos como ator, autor e diretor em teatro, além de atuar em obras audiovisuais, narrar mais de 60 audiolivros e ministrar oficinas e cursos.
Dirigiu “Entre Irmãos”, texto de Otávio Martins, que estreou em abril de 2025 no Teatro FAAP em São Paulo. Protagonizou a peça “O Pai”, de August Strindberg, direção de Regina Galdino, que estreou no Teatro João Caetano, em São Paulo, em abril de 2022.
Idealizou, escreveu e dirigiu os espetáculos “Babilônia Tropical – A Nostalgia do Açúcar”, que circulou pelos Centros Culturais Banco do Brasil Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além de apresentações em Recife, em 2023, e “Leopoldina, Independência e Morte”, que circulou pelos Centros Culturais Banco do Brasil São Paulo (2018, 2019 e 2022), Belo Horizonte (2019) e Rio de Janeiro (2020). Escreveu e dirigiu o infantil “Dias de Independência”, que ficou quatro meses em cartaz no Palácio dos Bandeirantes em 2018 para estudantes que visitavam a exposição com itens do acervo do Museu Paulista.
Atua no solo cômico-musical “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, com direção e adaptação de Regina Galdino, que circula até hoje e estreou em 2017, pelo qual foi indicado aos prêmios APCA e Aplauso Brasil como melhor ator.
Desde 2017 colabora com a Cia. Livre, onde atuou em “Os Um e os Outros”, livre adaptação de “Horácios e Curiáceos”, de Bertolt Brecht, que estreou no SESC Pompeia em 2019, e “Dostoiéviski Trip”, do russo Vladimir Sorókin e direção de Cibele Forjaz, que estreou em São Paulo e realizou uma turnê pelas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte entre 2017 e 2018. Com a Cia. Livre também participou do projeto “A Marcha das Mulheradas”, com recursos da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, em 2024/2025, que resultou na criação de 5 dramaturgias inéditas.
Atuou em “Afinação-Ajuste”, direção de Georgette Fadel, na sede da Cia. do Feijão, em São Paulo, em maio e junho de 2017.
Em 2016, estreou o monólogo “As Sombras de Dom Casmurro”, adaptação do clássico de Machado de Assis feita por Toni Brandão e dirigida por Débora Dubois, e também esteve em turnê nacional com o espetáculo “Caros Ouvintes”, texto e direção de Otávio Martins.
Em 2015, esteve em turnê nacional com o espetáculo “Lampião e Lancelote”, direção de Débora Dubois, adaptação de Bráulio Tavares para o premiado livro de Fernando Vilela, com músicas compostas por Zeca Baleiro, prêmio Bibi Ferreira de melhor musical brasileiro, além de vários outros prêmios.
Idealizou e atuou em “Deus é um DJ”, do alemão Falk Richter e direção de Marcelo Rubens Paiva. O projeto estreou em 2010 no Oi Futuro Flamengo, no Rio de Janeiro, e passou pela mostra oficial do Festival de Curitiba e pelo Festival de São José do Rio Preto, além de temporadas no MIS e no Teatro Jaraguá, em São Paulo.
Idealizou, dirigiu e atuou em “perfeitos, perversos, educados”, junto com Grace Passô e Rodrigo Bolzan para o Festival Cultura Inglesa em 2013.
Atuou, ao lado de Bel Kowarick, em “Dueto Para Um”, de Tom Kempinski, direção de Mika Lins, prêmio APCA de melhor atriz e Shell de melhor luz, que fez temporadas no Teatro Eva Hertz e Cit-Ecum em São Paulo, e Espaço SESC, em Copacabana, no Rio de Janeiro, entre 2013 e 2014.
Durante o período que morou no Rio de Janeiro, entre 2004 e 2010, atuou nos espetáculos “Geração Trianon”, de Anamaria Nunes, direção de Luiz Antônio Pilar e Christina Bethencourt, “Otelo” de Shakespeare com direção de Diogo Vilela, “As Pontes de Madison”, direção de Regina Galdino, com Marcos Caruso e Denise Del Vecchio, entre outros, e dirigiu “Os Visitantes”, de Priscila Gontijo.
Protagonizou e assinou a adaptação de “O Retrato de Dorian Gray”, direção de Débora Dubois, em cartaz no Teatro Popular do SESI em 2006 e em turnê por 20 cidades do interior de São Paulo em 2007.
Em televisão, atuou na novela de Thelma Guedes e da Duca Rachid, “Joia Rara”, no horário das seis da Rede Globo, que ganhou o prêmio Emmy Internacional de melhor novela, e na novela das nove da Rede Globo, “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e no seriado “Sandy e Junior”, da Rede Globo, em 2000. Foi protagonista da novela “Fascinação”, de Walcyr Carrasco, no SBT, em 1998, e estreou na televisão no mesmo ano em um episódio da série “Você Decide”, da Rede Globo, direção de Roberto Talma.
No cinema, atuou em “Regra 34”, filme de Julia Murat lançado em 2022, “Sonhos Tropicais” de André Sturm e “Bellini e a Esfinge”, de Toni Bellotto e direção de Roberto Santucci, lançados em 2001.
Participou do projeto “O que morreu mas não deitou?”, subsidiado pela Lei de Fomento ao Teatro do Município de São Paulo, em 2003/2004, como ator e coordenador da área de dramaturgia, além de conduzir os estudos práticos sobre a intersecção da prática de yoga com a presença do ator, que culminou em cinco solos apresentados no prédio do Arquivo Histórico Municipal, e concorreu ao prêmio Shell na Categoria Especial.
Em 2002, protagonizou “Hamlet” de Shakespeare, com direção de Francisco Medeiros, numa temporada de quatro meses no Teatro Popular do SESI, em São Paulo.
Adaptou o livro “O Barão nas Árvores”, de Italo Calvino, para a Cia. Circo Mínimo, no espetáculo “O Ladrão de Frutas”, dirigido por Rodrigo Matheus, que estreou no SESC Consolação em 1999, e no mesmo ano atuou em “Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada”, adaptação e direção de José Rubens Siqueira, com Esther Góes no elenco, e “Grogue”, de Toni Brandão, com direção de Dëbora Dubois, vencedor do prêmio Coca-Cola de teatro.
Em 1998, protagonizou “Cuidado: Garoto Apaixonado”, de Toni Brandão e direção de Débora Dubois, que estreou no Teatro FAAP.
Atuou em “Suburbia”, de Eric Bogosian, com direção de Francisco Medeiros, que estreou no teatro do SESC Consolação em 2001.
Seu primeiro texto teatral, “Cabra – épico de Canudos”, ganhou o prêmio Nascente USP/Editora Abril e foi dirigido por Georgette Fadel em montagem que estreou no Centro Cultural São Paulo em 1999.
Atuou em “Píramo e Tisbe”, texto e direção de Vladimir Capella, que estreou em 1995 no Teatro Popular do SESI/SP.
Durante a EAD, entre 1995 e 1998, atuou nos seguintes espetáculos: “Tartufo”, de Molière, direção de José Rubens Siqueira; “Baal”, de Bertolt Brecht, direção de Roberto Lage, e “A Cozinha”, de Arnold Wesker, direção de Iacov Hillel.
Desde 2000 se dedica também à prática de yoga. Passou três meses na Índia, coordenou o Espaço Nirvana, no Rio, e já teve dezenas de alunos em aulas e workshops de yoga. Fez preparação de atores para vários espetáculos e grupos, entre eles o Teatro Oficina e o Teatro da Vertigem, e direção de movimento de alguns espetáculos, como A Forma das Coisas, direção de Guilherme Leme, e O Enigma Blavatski, texto de José Rubens Siqueira e direção de Iacov Hillel.