Leopoldina, Independência e Morte

O espetáculo, com texto e direção de Marcos Damigo, estreou dia 26 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.

“Leopoldina, Independência e Morte” recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que virou rainha do Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; Leopoldina, agora Imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, o delírio que consumiu seus últimos dias.

Quem dá vida à monarca é a atriz Sara Antunes, que divide o palco com Joca Andreazza no papel de Bonifácio.  

“O ensaio publicado pela escritora e psicanalista Maria Rita Kehl no livro Cartas de uma Imperatriz (Estação Liberdade) foi o estopim para encontrar o recorte de uma história tão rica e interessante, enfatizando a transformação da princesa europeia em estadista consciente de seu tempo histórico. Queremos também mostrar para o público de hoje o projeto de um país que, infelizmente, fracassou com a sua morte e o exílio de Bonifácio. Falar deste sonho de quando o Brasil se tornava uma nação independente é importante para nós, principalmente neste momento em que parecemos ter que negociar pressupostos muito básicos dos entendimentos sobre a vida em sociedade”, conta Damigo.

Leopoldina chegou ao Brasil com 19 anos, morreu aos 29 e engravidou 9 vezes. Articuladora e estrategista, foi responsável por ações cruciais para a política da época, mas seu grande feito como estadista não foi reconhecido até os dias atuais:  enquanto Regente Interina de Dom Pedro I, durante viagem do imperador a São Paulo, decidiu declarar a independência do Brasil no dia 02 de setembro de 1822. Na peça, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 07 de setembro, data oficial escolhida para sua celebração.

Gostava de teatro e literatura e falava vários idiomas, além de ser botânica e mineralogista. Segundo Maria Rita Kehl, “D. Pedro continuava dependendo de Leopoldina; ela o orientava politicamente, comunicava-se com representantes de países estrangeiros com mais desenvoltura, falava mais línguas e era mais culta do que ele. Mas Pedro vingava-se da superioridade da esposa desmoralizando-a como mulher”. Conforme a paixão de Dom Pedro por Domitila se tornava pública e a Marquesa de Santos ficava cada vez mais poderosa, Leopoldina e o projeto político que representava foram perdendo força. Morreu após um aborto, deixando cinco filhos, entre eles o sucessor do trono Dom Pedro II.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcos Damigo. Elenco: Sara Antunes e Joca Andreazza. Consultoria histórica: Paulo Rezzutti. Cenografia: Renato Bolelli Rebouças. Figurinos: Cássio Brasil. Desenho de Luz: Roberto Setton. Trilha Sonora Eletrônica e Desenho de Som: Nivaldo Godoy. Trilha Sonora Instrumental (cello e flauta): Ana Eliza Colomar. Preparação de elenco: Tarina Quelho e Lucas Brandão. Assistente de direção: Laura Salerno. Assistente de cenografia: Amanda Vieira. Fotografia, Vídeo e Projeto Gráfico: Victor Iemini. Comunicação: Agência Fervo – Priscila Cotta e Júlia Ramos. Assessoria Jurídica: Renata Araújo. Assistente administrativo: Sérgio Antônio Moura. Contabilidade: Andrade & Associados. Design de Produção: Fernanda Moura e Renata Araújo. Idealização: Marcos Damigo. Produção e Administração: Fernanda Moura – Palimpsesto Produções Artísticas. Patrocínio: Banco do Brasil

 

SERVIÇO

Leopoldina, Independência e Morte
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Temporada: de 26 de maio a 21 de junho
Horários: segunda, quarta, quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 18h

 

www.leopoldinaindependenciaemorte.com

 

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