
O espetáculo teatral conta a história de dois irmãos que se reencontram no velório do pai, depois de anos de rompimento. Aquilo que poderia ser um encontro emocionante revela-se, no entanto, um espelho da questão atual sobre masculinidade e patriarcado, através das diferenças entre os irmãos.
Usando uma estrutura minimalista, em que o cenário é composto por apenas duas lâmpadas no chão (simbolizando o caixão do pai) e uma caixa preta (a própria estrutura do palco), a peça trata o espectador como parte das pessoas presentes ao velório, que assistem, hora de maneira explícita, hora de maneira escondida, a discussão entre os dois irmãos.
Ao misturar a comédia com o drama, a peça não só traz leveza ao tema da morte, como também prepara o espectador para a forte carga dramática que vem da relação conflituosa entre os dois irmãos. Um espetáculo que arranca gargalhadas por suas verdades, e que emociona o público por tratar de temas tão delicados como masculinidade e saúde mental.
O espetáculo estreou na cidade de São Paulo, em maio de 2025, sob aplausos de público e de crítica. Segundo o crítico Miguel Arcanjo Prado, jurado do prêmio APCA: “… o afiado jogo entre os atores prende a atenção do público nos 70 minutos de espetáculo, que já é um dos melhores dramas de 2025”.
Ficha técnica:
Texto: Otávio Martins
Direção: Marcos Damigo
Elenco: Otávio Martins e Fernando Pavão
Iluminação: Beto de Faria
Trilha sonora: Ricardo Severo
Gravação do violoncelo: Ana Eliza Colomar
Produção: Patrícia Scótolo (Engrenagem Produções) e Flavia Ribeiro
